Aftermath dos intra-murals
Este quarter tinha algum tempo por isso fui jogar nos intra-murals da universidade, futebol claro (não considero xadrez, damas e cartas um desporto... mesmo se fazem parte dos "desportos intra-murals"). Foi bom jogar um bocado, mesmo se em 2 ou 3 dias joguei com temperaturas quase negativas (jogavamos na rua porque "o tempo estava bom").
O que mais me marcou é que os americanos não percebem lá muito de futebol. Não estou a dizer que jogavam mal, podiam só fazer jogo directo mas se souberes fazer isso bem então não é mau (embora isso fazia deles presas faceis porque eu habituado a travar esse tipo de jogo partindo da minha experiência na RSA, o unico mal é que estou velho e lento para manter o ritmo necessário). O que me marcou foi o facto de os arbitros não perceberem de nada. Todos os jogos as regras eram differentes, em especial a definição de livre directo e indirecto. E depois para eles se virem um jogador encostar o braço ou peito levemente outro jogador isso é uma falta grave (tipo no basket) mas se entrares com os pitons directamente na perna de outro jogador isso é normal (tipo no baseball)... mas passado um bocado comecei a perceber com podia encostar o ombro sem me chatearem. Depois era giro porque uma miuda de 18 anos dizia sempre que mais de futebol porque jogava há mais tempo que nós... a nossa média de idades era alguma coisa como 29-30, tudo gajos sul-americanos ou europeus.
Por isso o aftermath disto foi quase ter aberto a perna toda num dia e ter lixado o joelho de tal maneira que depois de cada jogo mal consigo mexe-lo (não é grave, dá para ver que são os ligamentos mas não sinto nada de estranho que justifica esperar 15 dias para visitar um médico americano que depois só receita analgésicos e manda a pessoa embora sem qualquer teste, como eles tem feito até agora aos meus colegas). Mas foi bom. No próximo ano já sei que tenho de estar melhor preparado fisicamente e posso entrar com os pitons... there will be blood.
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