Medicamentos
Não sei se já falei nisso mas aqui nesta terra eles gostam muito de publicitar todo e qualquer medicamento na tv. E acho que por lei tem de dizer os efeitos secundários... já devem estar a ver para onde isto está a tender.
A minha experiência anterior com isto foi quando foi passear a Orlando há uns anos atrás... mas não sei se era por ser uma lei antiga ou a lei da Florida mas aquilo não tinha grande impacto porque eles davam o anuncio e depois ponham uma imagem com todo e qualquer detalhe em letras minusculas durante 2 segundos (tática algo parecida com o que os bancos fazem em PT). Por isso não dava para ver as coisas bem e era quase como não ver nada (mas eu achava graça a isso e ficava exactamente à espera desse momento para tentar ver o máximo possível).
Agora aqui... ele devem ser obrigados a dizer tudo verbalmente... por isso fazem um conto de maravilhas tremendo do medicamento a dizer que tu não podes viver sem ele e que tem de falar com o vosso medico para passar a tomar este medicamento... porque é obvio que os 30 segundos de anuncio são superiores aos anos de ensino e prática dos médicos... e depois dizem os efeitos secundários... em grande parte dos casos não assusta muito... mas depois há os giros. Tipo havia um medicamento para o coração que eles diziam que curava tudo... efeitos secundário: blah, blah, blah, ataque de coração e blah, blah, blah (yep ATAQUE DE CORAÇÃO, ou seja o medicamento que previne isso provoca isso). Outro medicamento dizia que morte subita era um efeito secundário, não me lembro qual era mas só vi o anuncio 2 ou 3 vezes. E hoje vi um que dizia que as pessoas criavam problemas com jogo (e acho que tambem com alcool) se tomassem o medicamento. Sinceramente ao ver estes anuncios descubro quais são os medicamentos que decerteza não iria querer tocar, por isso a publicidade está a funcionar ao contrário.
Era para terminar este post aqui mas vão haver pessoas que vão querer inventar mil e uma histórias para contradizer isto...
- primeiro vão dizer que a publicidade está a ter um efeito informativo -> não contesto e não contesto que em cima manifestei uma preferencia pessoal em como reajo à informação.
- segundo, vão dizer que é importante informar as pessoas porque os médicos são corruptos e etc. -> bem isso é um problema criminal. E o facto de eu saber deste medicamento não altera nada porque não sou médico e não percebo disto (eles tem livros com milhares de coisas de medicamentos que eu não conheço)... tal como outras pessoas terem algumas ideias de economia não implicar que eles percebem uma nesgazinha do que nós fazemos aqui. Ou ainda tenho um melhor exemplo: estou em processo de comprar uma casa e li o contrato e todas as coisas possiveis mas quando o meu advogado olha para aquilo e diz que precisa de ser alterado para proteger os meus interesses tenho que acreditar nele porque não sou especialista nestas coisas (e estou a pagar-lhe bem). No caso dos médicos é claro que os incentivos poderão estar mal alinhados, mas dar-me informação sobre medicamentos não vai alterar nada. Por isso nem tentem atirar esta com esta porcaria (tinha de dizer isso porque há uns bons tempos atrás ouvi umas medidas parecidas que acho pessoalmente que iriam ter um impacto positivo... mas a argumentação dominante era principalmente culpar os médicos e quando eu comentei este pormenor... não foi bonito... os médicos não são santos (ninguem é, toda a gente mente), mas a argumentação não era correcta nem justa).
Sem comentários:
Enviar um comentário