Uma história engraçada
De volta de novo. Saí com neve... e voltei com neve... o avião até esteve à espera em Newark para eles limparem a neve aqui em Chicago... Novamente posso dizer que os voos da TAP são bons... o avião era um pouco mais pequeno que o outro e eu batia com os joelhos na cadeira mas o sistema de entertaniamento era de longe o melhor que vi até agora! Posso dizer que não consegui ver os filmes todos... melhor, posso dizer que vi o Hancock, Get Smart e o Dark Knight (outravez)... e até haviam lá filmes rascos (tipo o Mamma Mia, embora o Get Smart não é propriamente grande coisa)... mas é claro que tinha de ver um ou outro filme rasco entre os 12 (!!! sim 12!!!) à escolha. Depois ainda tinham uma lista bastante grande de CDs que podias ouvir e até podias selecionar só algumas musicas de alguns CDs (uma opção jukebox) e ainda havia mais algumas coisas. Depois o controladora evidencia que no futuro aquilo deve ter acesso à net ou alguma coisa do genero (porque haveriam de por um teclado numa destas coisas).
Agora vamos à história engraçada. Mas tem de ler tudo. Cheguei à imigração e foi atendido quase instantaneamente. O gajo começa com as perguntas normais de que universidade venho (e tem um documento à frente dos olhos a dizer a dizer que venho daqui) de onde entrei (o voo de Lisboa era o unico na altura), de onde sou (passaporte PT), o que faço, etc. Depois com tom arrogante "porque é que entraste em Agosto"... eu fiquei espantado e respondi normalmente e depois ela atira com o I20 e diz-me que estou a mentir e entrei numa data qualquer de Agosto... eu olho para aquilo e aponto-lhe que ele está a olhar para o carimbo de Agosto de 2006 e que ainda havia outro carimbo de Setembro de 2007 exactamente por baixo por isso não estive cá desde 2006 sem ir a casa. Depois dou-lhe as minhas viagens todas mas ele grita comigo a mandar-me calar. Depois grita comigo a perguntar quanto mais tempo vou continuar... fico olhar espantado... conto os trimestres nos dedos e digo-lhe 5 e ele estava numa de fazer contas e começar a refilar até ele olha para algum lado e esquece o assunto (parecia que um colega disse-lhe alguma coisa) e volta a ser cordial por um bocado. Depois pede as dedadas da mão direita mas não as da mão esquerda nem a foto (a camara não estava apontada para mim)... agora as impressões podem não mudar mas a cara e cabelo até mudam um pouco... depois disso começa a ser agressivo de novo e sai com, a gritar, "O que vais fazer aqui" e "O que tencionas fazer depois" e "Queres tentar ficar"... nesta altura já estou a ver a peça e dou as respostas directas que são necessárias (PhD, trabalho, depois de acabar o curso vou trabalhar para onde for seleccionado). Nesta altura ele cala-se um bocado e parece que estava a ouvir alguma coisa num auscultador e fica manso e depois volta aos gritos "quem é que te paga os teus estudos"... bem o governo PT paga-me bem. Ele fica como uma cara furiosa e ia gritar de novo mas deve ter ouvido uma ordem no auscultador porque calou-se e pegou nos meus documentos e atira com eles para cima da mesa e manda-me avançar num tom de desdenho. OK, ta bem, era uma pessoa mal educada.
Agora vem a parte engraçada. O sacana era um indiano!!! Ele tinha um sotaque forte suficiente para perceber que ele veio para aqui escondido no trem de aterragem de algum avião vindo da India ou num caixote de bananas ou mangas. Depois deve ter prostituido o corpinho até alguma americana gorda (daquelas que parecem 3 ou 4 baleias dentro de uma camisa de dormir) decidiu casar com ele porque preferia gastar o dinheiro em donuts e o anel garante-lhe "serviços" gratuitos perpetuos. E agora ele está a trabalhar como policia no posto de emigração. Se fosse um americano a dar-me esta atitude então apenas achava o gajo mal educado. Mas um marmanjo que entrou ilegalmente escondido dentro de um caixote de bananas devia ter uma melhor atitude. Mas temos de ser compreensivos, talvez ele não gosta do trabalho. Talvez ele procurou outro emprego (mais tradicional para indianos) mas as empresas de taxis e a Subway rejeitaram-no por ser especialmente bom a atender pessoas. Depois ele pensa: "não gosto muito de fazer atendimento mas gosto de dar porrada... não tenho corpinho para boxer... nas discotecas teria de aturar pessoas... já sei vou para a policia e depois posso ir dar umas bastonadas e uns tiros nas pessoas todas". Então candidata-se e entra... mas num rasgo de carma Deus coloca-lhe num balcão de atendimento onde tem o bastão e a pistola mas têm de ficar sempre arrumados... C'est la vie. Pode sempre esconder-se noutra caixa de bananas e fugir.
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