Compras 101
Hoje fui a Downtown e lembrei-me de uma das histórias que tinha acidentalmente apagado naquela semana. Porquê é que eu vos estou a contar isto? Bem… leiam a história que se segue e pensam no que eu fui fazer hoje.
Ao vir para um novo país com produtos algo diferentes (ou melhor, com muitas marcas que não conheço e sem muitas das marcas que eu conheço, notem a distinção) posso dizer que muitas vezes vi-me perdido a olhar para o ar a pensar se estou a fazer a compra acertada. Em termos de escolher lojas com o melhor rácio preço/qualidade a técnica é a mesma de Portugal: confiar nos indígenas e ver quão cheio a loja está e que tipo de pessoas compram lá (eles tem muita mais informação que eu alguma vez possa colectar em escassas semanas). Ou seja, se a loja está relativamente cheia (em especial com pessoas a carregar artigos para a caixa) deve haver um bom motivo para isso e ao ver o tipo de pessoas depois posso inferir se são artigos mais de luxo ou mais baratos (mas o importante é ver pessoas a comprar).
Agora em termos de artigos… isso sim já era uma história diferente. Há muitas técnicas para isto, mas a melhor é observar as escolhas dos indígenas. Esta técnica é particularmente interessante porque se olharem para as pessoas é fácil notar quem é local e quem é outro estudante a tentar decidir o que deve comprar. Um estudante fica lá horas a olhar para a prateleira, estuda os preços todos e até fica por vezes a ler os rótulos com cuidado (que não adianta muito porque quase todos dizem a mesma porcaria). Um indígena pelo contrário chega lá, olha para 3 ou 4 preços (talvez as únicas marcas de jeito) e depois pega logo num artigo e vai-se embora apressado. Eu tenho seguido esta prática por diversas vezes e até resulta mais ou menos bem.
Mas numa segunda-feira passada fiquei a pensar sobre o assunto e esta técnica tem lacunas gigantescas. Por exemplo: suponham um gajo que chega a casa para ver o Monday Night Football. Ao chegar a casa a mulher/namorada chateia-lhe o juízo a dizer que precisa do artigo X que ele tinha prometido comprar no domingo e obriga-o a ir comprá-lo. Este gajo vai lixado da vida para a loja para comprar um artigo que bem podia comprar amanha de manha. Chegado à loja, ele vai ao sitio, começa a olhar para os preços, mas depois como está frustrado pega na primeira coisa que lhe parece “razoável” (sem pensar em qualidade, preço ou preço/qualidade) e vai para casa para ver football. Ou seja a conjectura do “gajo lixado” estraga a minha teoria por inteiro. Eu podia estar a comprar comida de gato e ir para casa todo contente porque outra pessoa nem teve dúvidas em levar aquela porcaria. A única maneira de evitar este problema seria perguntar ao gajo se ele está lixado. Mas depois, como ele tem incentivos a mentir para não mostrar submissão à mulher/namorada, tinha de criar um mecanismo para ele dizer a verdade… e como só tenho aulas com o Myerson no terceiro trimestre não vou andar a desenhar mecanismos…
Resta uma técnica que uma vez disse ao Rui e à Margarida quando estava a comprar detergente para a roupa: “Basicamente é só escolher a embalagem que tem a gaja com a cara mais angélica”.
Ao vir para um novo país com produtos algo diferentes (ou melhor, com muitas marcas que não conheço e sem muitas das marcas que eu conheço, notem a distinção) posso dizer que muitas vezes vi-me perdido a olhar para o ar a pensar se estou a fazer a compra acertada. Em termos de escolher lojas com o melhor rácio preço/qualidade a técnica é a mesma de Portugal: confiar nos indígenas e ver quão cheio a loja está e que tipo de pessoas compram lá (eles tem muita mais informação que eu alguma vez possa colectar em escassas semanas). Ou seja, se a loja está relativamente cheia (em especial com pessoas a carregar artigos para a caixa) deve haver um bom motivo para isso e ao ver o tipo de pessoas depois posso inferir se são artigos mais de luxo ou mais baratos (mas o importante é ver pessoas a comprar).
Agora em termos de artigos… isso sim já era uma história diferente. Há muitas técnicas para isto, mas a melhor é observar as escolhas dos indígenas. Esta técnica é particularmente interessante porque se olharem para as pessoas é fácil notar quem é local e quem é outro estudante a tentar decidir o que deve comprar. Um estudante fica lá horas a olhar para a prateleira, estuda os preços todos e até fica por vezes a ler os rótulos com cuidado (que não adianta muito porque quase todos dizem a mesma porcaria). Um indígena pelo contrário chega lá, olha para 3 ou 4 preços (talvez as únicas marcas de jeito) e depois pega logo num artigo e vai-se embora apressado. Eu tenho seguido esta prática por diversas vezes e até resulta mais ou menos bem.
Mas numa segunda-feira passada fiquei a pensar sobre o assunto e esta técnica tem lacunas gigantescas. Por exemplo: suponham um gajo que chega a casa para ver o Monday Night Football. Ao chegar a casa a mulher/namorada chateia-lhe o juízo a dizer que precisa do artigo X que ele tinha prometido comprar no domingo e obriga-o a ir comprá-lo. Este gajo vai lixado da vida para a loja para comprar um artigo que bem podia comprar amanha de manha. Chegado à loja, ele vai ao sitio, começa a olhar para os preços, mas depois como está frustrado pega na primeira coisa que lhe parece “razoável” (sem pensar em qualidade, preço ou preço/qualidade) e vai para casa para ver football. Ou seja a conjectura do “gajo lixado” estraga a minha teoria por inteiro. Eu podia estar a comprar comida de gato e ir para casa todo contente porque outra pessoa nem teve dúvidas em levar aquela porcaria. A única maneira de evitar este problema seria perguntar ao gajo se ele está lixado. Mas depois, como ele tem incentivos a mentir para não mostrar submissão à mulher/namorada, tinha de criar um mecanismo para ele dizer a verdade… e como só tenho aulas com o Myerson no terceiro trimestre não vou andar a desenhar mecanismos…
Resta uma técnica que uma vez disse ao Rui e à Margarida quando estava a comprar detergente para a roupa: “Basicamente é só escolher a embalagem que tem a gaja com a cara mais angélica”.
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