Quarta
Estava um bom dia e fui tratar de mais burocracia que não consegui tratar na terça. Era um bom dia para caminhar com as mãos vazias porque elas estavam todas inchadas do esforço do dia antes (eu nem conseguia fechar as mãos completamente). Comecei a tratar da net mas a AT&T deixou-me pendurado durante quase meio hora (perderam um cliente, porque esta espera levou-me a procurar opções e agora não quero AT&T), por isso nada feito.
Também foi visitar o resto das lojas que não visitei ontem e comprei mais umas coisas para a casa. Numa loja de coisas de cozinha encontro uma senhora que visitou Portugal no tempo do Salazar e que disse que não gostava das ruas de Portugal (pouco ela sabe que as estradas nacionais são uma coisa do passado... agora temos auto-estradas em que apesar da lei dizer que as concessionárias tem de fazer desconto quando há obras elas sobem os preços...). Mas para dizer a verdade não me lembro de nada demasiado importante neste dia. Apenas sei que estava um dia bonito.
À noite, foi a um minimercado aqui ao lado para comprar o pequeno-almoço (se há um motivo para eu ser uma pessoa forte e saudável, que aguenta os ritmos acelerados e passa bem sem almoço, é porque bebo 1 litro de leite por dia) e deparei-me com uma figura interessante nas zonas de pagamento. Um gajo com mau aspecto (e olhos com um aspecto estranho) estava a andar para trás e para frente a comprar chocolates e rebuçados e etc. Eu não pensei muito sobre isso mas depois lembrei-me: os drogados que não tomaram a dose do dia frequentemente comem açúcar que nem loucos para compensar. Por isso, para o pó branco eles devem abastecer-se junto dos traficantes, para o pó doce vem abastecer-se a loja onde eu também me abasteço (deve ser a mais barata).
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